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A pele que habitamos

A pele é o meio de comunicação do nosso ser com o meio externo. Sem ela a vida não seria possível: é a pele quem conserva o nosso balanço hídrico, nos protege do frio, calor toxinas e microorganismos, controla a temperatura corporal e permite sentir o que nos cerca. É através dela que podemos receber um abraço, um aperto de mão e  carinho; a pele é o grande canal da afetividade.

Tal importância é exaltada no mais recente filme de Pedro Almodóvar, intitulado “A Pele que Habito”. É um thriller no qual Antonio Banderas é o bem-sucedido cirurgião plástico Robert Legrand que, após a trágica morte de sua esposa (que tem seu corpo completamente incinerado em um acidente), se interessa pela criação de uma pele artificial com a qual poderia tê-la salvo. Desprovido de qualquer ética em sua insaciável busca, Robert é capaz de tudo para tentar reescrever a história.

Diferente da ficção, atualmente ainda não existe uma pele artificial perfeita, com a qual poderíamos ser completamente transplantados. Mas já existe:

  • Pele desenvolvida em laboratório para teste de cosméticos in vitro. É uma alternativa para substituir o uso de ratinhos e coelhos. Na Europa o uso de cobaias para este fim já é proibido.
  • Pele artificial para tratamento de queimaduras graves e úlceras crônicas. A película protege a região afetada como um verdadeiro substituto da pele, possibilitando a formação da pele natural do paciente.
  • Pele artificial flexível, que pode ser utilizada tanto para revestimento de robôs quanto para implantes em pessoas. Composta de nanotubos de carbono, o “tecido” possui um sensor capaz de medir com precisão a pressão exercida em sua superfície, independente da intensidade.

A engenharia de tecidos está apenas começando a mostrar seus resultados e ainda tem  um longo caminho a percorrer. Se um dia a ciência imitará a arte ainda não sabemos. Mas é fato que há que se cuidar de nossa preciosa moradia, a pele que habitamos, como também do que há guardado dentro dela.

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