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Lúpus: sintomas, diagnóstico e tratamento dessa doença autoimune

Você já segue o Laboratório Bioclínico no Facebook? Por lá sempre compartilhamos nossos artigos e outras dicas de saúde, além de ser um canal de interação com os leitores. Nos comentários das nossas publicações, recebemos muitas sugestões para falar sobre o assunto desse mês: Lúpus, uma doença inflamatória autoimune, que pode afetar diversos órgãos e tecidos como pele, articulações e cérebro.

Doenças Autoimunes são aquelas em que o sistema imunológico do paciente produz anticorpos que atacam o próprio corpo. A maioria das doenças autoimunes são crônicas (não são transmissíveis), muitas vezes duram toda a vida, mas são controladas por tratamento. Dentre as mais de 80 doenças autoimunes conhecidas, o Lúpus é uma das mais graves. Esse alerta é feito pelo Ministério da Saúde para que os pacientes procurem atendimento imediatamente. Se não tratada, a doença pode desenvolver complicações graves a diversos órgãos e tecidos do corpo humano, podendo provocar até a morte.

No caso do Lúpus, a ciência ainda não conhece todos os fatores que estão envolvidos no desenvolvimento do quadro, no entanto, sabe-se que há influência da genética, como explica a reumatologista do Hospital das Clínicas, Luciana Seguro: “A pessoa que tem Lúpus possui uma predisposição genética. Na maioria das vezes, são vários genes envolvidos. A pessoa tem alguns genes que aumentam os riscos de desenvolver a doença e não tem alguns genes que protegem da doença autoimune. Além disso, há os fatores que levam a doença a se manifestar como fatores ambientais, hormonais e infecciosos. Por exemplo, exposição ao sol ou estar sujeito a um stress muito grande”.

O Lúpus pode se manifestar em pessoas de qualquer sexo ou idade, no entanto, é mais frequente em mulheres com idade fértil, isso porque o hormônio produzido por elas, o estrógeno, é um dos fatores hormonais citados pela especialista Luciana Seguro. Além disso, a incidência do lúpus chega a ser três a quatro vezes maior em mulheres negras do que em mulheres brancas.

Diagnóstico e tratamento

Para o diagnóstico da doença, leva-se em consideração as manifestações clínicas do paciente, que depois é confirmada por exames específicos. Entre os sintomas mais comuns estão manchas na pele, como destaca a Dr. Luciana Seguro: “O mais importante são as manifestações clínicas do paciente, as mais comuns são as manchas avermelhadas na pele, tem a mancha asa de borboleta que é no rosto, bem típica de Lúpus, pode ter manchinha no braço, no colo, lugares expostos ao sol”. Também são sinais de Lúpus: fadiga, fraqueza, anemia, dores e inchaços nas articulações, aftas, dor para respirar e falta de ar, queda de cabelo e alterações neurológicas, como convulsão, alteração de comportamento e formigamento.Os sintomas podem aparecer de repente ou se desenvolver lentamente.

Você deve ter percebido que os sintomas são os mesmo de outras doenças, o que deixa o diagnóstico mais delicado. Então, após o paciente apresentar suspeita de Lúpus, é feita uma série de exames para confirmar o diagnóstico, entre eles, exames de sangue e urina. “O hemograma é para ver anemia, os glóbulos brancos e as plaquetas, já a urina vai mostrar se há comprometimento dos rins, com a perda de proteínas”, detalha a reumatologista Luciana Seguro. Também é feito Exames de anticorpos, incluindo teste de anticorpos antinucleares, C3 e C4 , todos por exame de sangue.

Depois de fechado o diagnóstico, é hora de falar em tratamento. Como o Lúpus não tem cura, o foco é controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida das pessoas. O tratamento varia caso a caso, conforme os níveis de intensidade e agressividade da doença. Geralmente, é baseado em medicação com potente ação sobre o sistema imunológico como corticoides e imunossupressores. Além disso, é importante se proteger contra a luz solar, ter cuidados com os rins (dieta com pouco sal e controle da pressão), e cuidar também da saúde do coração (parar de fumar, controle do colesterol).

Agora, você já sabe que, apesar de Lúpus ser uma doença sem cura, é possível tratá-la e ter qualidade de vida. O importante é não desprezar seus sintomas e procurar um especialista, que neste caso é um médico reumatologista. Para viver com mais conforto também há algumas indicações do Ministério da Saúde como fazer terapia para lidar melhor com as alterações de humor que podem surgir em decorrência da doença, evitar o sol, não consumir bebidas alcoólicas e cigarro, praticar atividade física regularmente e ter alimentação balanceada. Importante ressaltar que as últimas orientações servem para manter uma vida saudável em geral, independente do diagnóstico de Lúpus.

Fonte: Portal do Ministério da Saúde

Entrevistada: Luciana Seguro, reumatologista do Serviço de Reumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

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