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Saiba como funciona a doação de órgãos no Brasil

A campanha #SetembroVerde de incentivo a adoção tem o apoio do Laboratório Bioclínico

Para ser um doador de órgãos, não é preciso deixar nenhum documento por escrito, porém é necessário manter a família ciente do seu desejo. A família é quem autoriza e documenta, a liberação de órgãos. Não se preocupe, pois no Brasil há uma legislação rígida para doação de órgãos e a família do possível doador pode acompanhar todo esse processo.

Como funciona

É considerado como potencial doador, pacientes em morte cerebral ou encefálica. Em geral, as principais causas desse tipo de morte são: Traumatismo Crânio Encefálico; Acidente Vascular Encefálico (hemorrágico ou isquêmico); Encefalopatia Anóxica e Tumor Cerebral Primário. No Brasil, este diagnóstico é definido por meio da Resolução CFM nº 1480/97, devendo ser registrado no prontuário do paciente um Termo de Declaração de Morte Encefálica, descrevendo todos os elementos do exame neurológico.

A morte cerebral tem como características a ausência de reflexos do tronco cerebral, por isso, há a necessidade de um relatório médico comprovando o quadro do paciente. Além desse documento, uma equipe médica deverá realizar exames para identificar a causa do coma, se o paciente não estava usando drogas depressoras do Sistema Nervoso Central, em hipotensão arterial e hipotérmico, com temperatura menor que 35º C. Ainda obedecendo a resolução, outra equipe médica deverá realizar outros exames a fim de determinar que haja a ausência de perfusão sanguínea cerebral ou ausência de atividade elétrica cerebral ou ausência de atividade metabólica cerebral.

Após o diagnóstico de morte cerebral, a equipe médica deve consultar a família do paciente e orientá-la sobre o processo de doação de órgãos. Em geral, essa entrevista é bem objetiva, informando que o paciente esta em óbito, porém esta situação permite que os órgãos sejam doados para transplantes.

Cabe ao hospital informar às Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDOs) o nome, idade, causa da morte e hospital onde o paciente se encontra internado. Vale ressaltar que essa notificação às centrais deve ser realizada independente do desejo da família de doar ou não, ou da condição clínica do potencial doador.

Doação em vida

Também há a possibilidade de fazer doação de órgãos em vida. É o caso de doações parciais de pâncreas, fígado, pulmão, rim e medula óssea, se compatível ao receptor.
Para esse tipo de doação, o cidadão deve estar em condições de doar o órgão ou tecido sem comprometer a saúde e aptidões vitais; doar um dos órgãos que sejam duplos e não impeçam o organismo de continuar funcionando; ser parente de até quarto grau, cônjuge ou não parente. A doação só poderá ser feita com autorização judicial.

Confira aqui quais órgãos e tecidos podem ser doados:
– Córneas
– Coração
– Pulmões
– Rins
– Fígado
– Pâncreas
– Ossos

Fonte: Associação Brasileira de Transplante de Órgãos

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