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PANCs: as plantas que você pode comer no dia a dia

Amor perfeito, dente de leão, capuchinha, acácia branca… se você entende de plantas, deve ter imaginado um jardim bem florido. Só que esse texto não é apenas sobre flores, é sobre plantas, mais especificamente as PANCs. Já ouviu falar delas? O nome é a abreviação para a expressão “Plantas Alimentícias Não Convencionais”, que são espécies que possuem uma ou mais partes que podem ser usadas na alimentação, mas não estão no dia a dia da grande maioria da população. A ideia é que as pessoas utilizem, para cozinhar no dia a dia, plantas que estão no quintal, no caminho para o trabalho ou na vegetação nativa da região em que vivem. Um outro exemplo de planta que pode servir de alimento, mas que por desconhecimento só começou a ser consumida recentemente, é a vitória régia, aquela mesmo da Amazônia com grandes folhas que ornamentam rios e lagos. Suas flores podem ir para a salada, a rizoma lembra uma batata e as sementes podem ser preparadas como pipoca.

planta Dente de Leão. Foto: iStock

O conceito das PANCs foi criado em 2008 pelo biólogo Valdely Kinupp e está cada vez mais popular por causa dos benefícios nutricionais e econômicos. O especialista destaca as possibilidades que as plantas proporcionam: “são novos sabores, novos nutrientes, diferentes texturas, uma alternativa à alimentação que estamos acostumados que prioriza apenas cerca de 10 a 20 espécies.

Também é uma forma de diminuir o excesso de agrotóxicos que estamos expostos. De acordo com a Avisa, cada brasileiro ingere mais de 7 litros de veneno agrícola por ano, isso está diluído na pizza que pedimos, no feijão com arroz, no pão, alface, enfim, tudo que comemos”. O outro ponto benéfico é a economia porque reduz a quantidade de itens comprados nos supermercados e lojas: “não precisa ficar comprando semente de alface, couve, pimentão ou outras plantas, hortaliças e grãos. Muitas vezes tem planta que é tratada como daninha, infestante, mas poderia ir para a panela , deixando de ser mato” acrescenta Kinupp.

O consumo das PANCs traz benefícios ao dia a dia, mas requer conhecimento, que não precisa ser acadêmico. Qualquer um pode pesquisar e aprender o mínimo necessário para consumir de forma segura as plantas. Na dúvida se a planta é mesmo comestível, não coma.

A planta aquática vitória-régia. Foto: iStock

Vadely Kinupp é um dos autores do livro “Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil”, obra que serve como referência para o consumo das espécies pouco conhecidas. O livro reúne 351 espécies que não são encontradas em supermercados e traz mais de 1.000 receitas. Os interessados também podem encontrar informações confiáveis na internet, o biólogo fez uma lista para facilitar a pesquisa:

  • o blog “Matos de Comer”, do gestor ambiental Guilherme Ranieri traz fotos, explicações e receitas com PANCs
  • o blog “Come-se”, da nutricionista Neide Rigo também traz muitas informações, receitas didáticas e vídeos. A Neide mora em São Paulo e é bem interessante ver como até a maior cidade do país é rica em
  • o blog “Isto é PANC”, do nosso entrevistado, o biólogo Valdely Kinupp. Traz informações sobre cursos presenciais e onlines, os inscritos têm acesso a um grupo de whatsapp onde podem tirar dúvidas e trocar
  • No Facebook também há muita informação na página PANC Mania

Se informar sobre os tipos de plantas comestíveis é muito importante, porque há espécies que não são próprias para consumo e podem fazer mal à saúde. Por isso, separamos algumas sugestões de PANCs para facilitar a introdução nesse mundo:

Palnta Ora Pronobis. Foto: iStock.

Ora-pro-nóbis
Pereskia aculeata

Comum em Minas Gerais, ela é rica em proteína vegetal. Folhas, flores e frutos podem ser consumidos crus ou cozidos.

 

 

 

Peixinho
Stachys byzantina

A preparação mais popular dessa planta é empanada e frita, as folhas ficam crocantes e lembram o gosto de peixe.

Taioba
Xanthosoma taioba

Suas folhas devem ser consumidas sempre cozidas, fritas ou refogadas, mas nunca cruas.

É consenso na nutrição que uma alimentação variada é a mais saudável e nutritiva. As PANCs acrescentam possibilidades a toda população, porque levam em conta espécies de toda nossa flora: mata atlântica, amazônia, cerrado, caatinga, pantanal e campo. Com tanto conhecimento, a tendência é que, cada vez mais, o “mato” vá para a mesa dos brasileiros. Até mesmo aquela plantinha que nasce no meio do asfalto, pode ser chamada de alimento.

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