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Um olho na tela e o outro na saúde – evite os riscos relativos ao mau uso do celular

É bem provável que você esteja lendo esse texto na tela do celular ou que o aparelho esteja, pelo menos, ao alcance de suas mãos. Isso porque os dispositivos já viraram praticamente uma extensão do corpo humano e estão sempre por perto. Mas você já parou para prestar atenção na sua segurança e saúde enquanto utiliza o telefone? Não é raro ver pessoas dirigindo usando o telefone e também pedestres digitando mensagens enquanto caminham, o que tem ocasionado uma série de atropelamentos, além de outros acidentes provocados pela falta de atenção

É justamente sobre este tema que a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia está discutindo em sua campanha de conscientização sobre riscos relativos ao mau uso do celular e as dores no corpo provocadas por erros posturais.

Conversamos com o neurocirurgião da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, Carlos Drummond, sobre os cuidados que é preciso ter em mente enquanto se utiliza o celular. A primeira questão levantada pelo especialista relaciona-se ao risco de fazer atividades corriqueiras simultaneamente às checagens de mensagens, Whats App ou publicações nas redes sociais. Neste momento, a pessoa pode perder a capacidade de ver e ouvir o que acontece ao redor. “Foi demonstrado que, dependendo do tipo da atividade exercida ao celular, 20% das pessoas se desconectam totalmente do que acontece no seu ambiente e isso faz com apresentem uma crise de ausência”, explica Carlos Drummond. O neurocirurgião Ronald Farias, também membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, ressalta que pouca gente sabe que durante essas atitudes rotineiras e “inocentes”, concluídas em segundos, o cérebro entra em transe e tira total atenção, visualização e audição do que acontece no entorno, criando a possibilidade para acidentes com sequelas graves, como traumas e morte.

Um estudo realizado pelo Centro de Experimentação e Segurança Viária (CESVI) trouxe um resultado impressionante: quando o motorista desvia sua atenção para responder uma mensagem no Whats App dirigindo a uma velocidade de 80 km/h, é o mesmo que percorrer a extensão de um campo de futebol inteiro com os olhos fechados. O especialista Carlos Drummond traz ainda outros dados. Ele destaca que a morte pelo celular ao volante é seis vezes maior que os óbitos decorrentes de bebida alcoólica no trânsito. “A utilização de celulares ao volante é considerada uma “doença”, inclusive, nos grandes centros mundiais de prevenção à acidentes”.

Para o neurocirurgião Ronald Farias, o mais indicado é ter paciência e aguardar até que se esteja parado em local seguro para as ações no dispositivo mas, em casos de urgência, é melhor enviar mensagem de áudio (usando um dos fones de ouvido). “Ao contrário do que parece, dar uma pausa ou responder mais tarde não é perda de tempo, é ganho de segurança e de vida”, assegura.

O celular e a coluna

E não basta apenas evitar as distrações. Na solidão do seu quarto você também pode estar se colocando em risco. Já reparou em como fica a sua postura enquanto digita e lê pelo celular? O movimento do pescoço para realizar essa interação pode prejudicar o eixo da coluna. A cabeça inclinada faz com que a pessoa fique em uma postura inadequada, envolvendo a coluna cervical. Isso, a médio e longo prazo, pode acarretar deformidade, o que é chamado de Retificação da Lordose Cervical Fisiológica.

Outro ponto importante para entender o impacto do celular na nossa coluna é saber que o peso exercido pela cabeça sobre a musculatura cervical aumenta de acordo com a inclinação da cabeça e flexão do pescoço. Em um ângulo de 15 graus, o peso é de 12 quilos, já com 45 graus o peso da cabeça passa para 22 quilos. A consequência mais comum desse excesso de peso é a dor muscular, que a longo prazo pode acelerar processos degenerativos como hérnias de disco.

Como é difícil evitar o uso de celular, uma recomendação mais viável é reduzir o tempo que se passa em frente à tela. Ou então, ao invés de usar o telefone com a cabeça inclinada para baixo, levantar o aparelho até a altura dos olhos. Pode não ser a posição mais confortável em um primeiro momento, mas é a que vai amenizar esses efeitos adversos. Fazer alongamento ao longo do dia também é uma boa pedida.

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